O Levante dos Periquitos: Desfecho

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Com o major José Antônio da Silva Castro reempossado no comando, os Periquitos dirigiram-se ao Forte de São Pedro – onde o batalhão da artilharia também havia se levantado -, comandados por Joaquim José Rodrigues, que havia sido demitido por Gomes Caldeira. A eles se juntou parte dos soldados e oficiais do quarto batalhão, os “Pitangas”, para de lá se prepararem para enfrentar as hostilidades do Primeiro e Segundo batalhões.

Foto atual do Forte de São Pedro em Salvador

O Forte de São Pedro em Salvador nos dias de hoje.

Essa divisão entre os batalhões nos permite uma perspectiva do contexto: o cônsul francês na Bahia no período do Levante, Guinebaud[1], dividiu os batalhões da seguinte forma: 1° e 2° batalhão “dos brancos” e 3° e 4° batalhão “de negros e mulatos”. Isso demonstra que o levante não foi apenas um movimento militar, mas que teve um caráter social, de resistência, e que havia, claramente, uma segregação dentro do exército que era baseada na cor do indivíduo.

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Trailer oficial do filme

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Assista ao trailer oficial do nosso documentário sobre os heróis da Independência na Bahia!

Filme disponível em DVD.

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O Levante dos Periquitos: O cerco na madrugada

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Relembre como o Levante dos Periquitos começou aqui.

Retrato de

Retrato de José Antônio da Silva Castro

O levante do Terceiro Batalhão de Caçadores do Exército não se originou apenas por conta da retirada de José Antônio da Silva Castro do comando dos Periquitos, mas também pelas tensões geradas por contradições entre o discurso pré-Independência e as medidas tomadas pós-Independência.

A retirada de seu comandante, considerado um herói da guerra pela independência do Brasil na Bahia, foi encarada pelos soldados como o início de uma tentativa de desmobilização do batalhão. José Antônio da Silva Castro estava entre os indivíduos que se mostraram descontentes com a dissolução da Assembléia Constituinte de 1823 pelo imperador, sob a promessa de elaborar uma Constituição “duas vezes mais liberal”, e a posterior imposição da Carta de 1824, de caráter predominantemente despótico. Associe isso ao regime de lei marcial imposta aos estados do norte-nordeste após a eclosão da Confederação do Equador e aos rumores do surgimento de “clubes republicanos” em reuniões promovidas na capital e no recôncavo baiano: este foi o pano de fundo do Levante.

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A Questão do 2 de Julho

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No último dia 8, foi aprovado no Senado o projeto que eleva o 2 de Julho – a data da Independência da Bahia – à data histórica no calendário nacional.

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Maria Graham e suas impressões sobre a Bahia de 1822

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A escritora britânica do século XIX, Maria Graham, autora do livro “Diário de uma Viagem ao Brasil”, exibe seu ponto de vista sobre a Bahia de 1822.

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Animação sobre a Independência da Bahia

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Enfim, no ar.

Após meses de trabalho, é com prazer que apresentamos a nossa animação sobre o 2 de Julho.

Esperamos que gostem. :)

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O Levante dos Periquitos: Prelúdio

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Frame tirado de "O Corneteiro Lopes de Lázaro Faria mostra o negro lutando na Batalha de Pirajá.

Para entendermos os motivos que levaram ao chamado ‘Levante dos Periquitos’ é importante conhecermos a situação em que ficou a Bahia e, consequentemente, o Brasil após o 2 de Julho de 1824, um ano depois da consolidação da Independência baiana.

As Guerras pela Independência do Brasil na Bahia provocaram sérios abalos em instituições da nossa sociedade, dentre estas podemos destacar as Forças Armadas. A mudança mais significativa ocorrida entre os militares por conta do conflito na Bahia foi o aumento da proporção de pardos e negros, livres ou escravos, no Exército de linha. Essa alteração se deu principalmente após a integração dos Batalhões Patrióticos ao corpo militar regular e, por sua vez, colocou em xeque a estrutura escravocrata do Brasil.

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A Constituição de 1824

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Pai de dous Povos, em dous Mundos Grande. Em primeiro plano, D. Pedro I. Ao fundo, a Constituição de 1824.

A primeira Assembléia Constituinte, que aconteceu em 1823, e a primeira Constituição do Brasil, de 1824, estiveram no centro de várias polêmicas envolvendo a Oligarquia brasileira, o Exército Nacional, a população e o Imperador D. Pedro I. Em 3 de junho de 1822, o Príncipe Regente Pedro de Alcântara ordenou a convocação de uma Assembléia para a elaboração da Carta Constituinte do Brasil, um indicativo claro de que, antes mesmo dos eventos do sete de setembro, o regente já havia percebido que o rompimento entre Portugal e sua maior colônia era iminente.

Em maio de 1823, a Assembléia Constituinte iniciou seus trabalhos, quando o confronto na Bahia ainda estava a pleno vapor, ou seja, os deputados começaram a deliberar a Carta antes mesmo que todas as províncias estivessem representadas, ou a guerra terminada.

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Navio Negreiro (Parte 3)

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Maria Felipa, heroína do 2 de Julho, encerra o poema de Castro Alves, cujo avô, Major José Antônio da Silva Castro, participou das batalhas pela Independência na Bahia.

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As Caretas do Mingau de Saubara

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O festejo das Caretas do Mingau em 2009. Imagem de Hugo Guarilha.

Um exemplo das repercussões da Guerra pela Independência do Brasil na Bahia no imaginário popular são as chamadas Caretas do Mingau, que ocorrem no município de Saubara. Neste festejo as mulheres saem às ruas na madrugada de primeiro para dois de julho com os rostos cobertos de branco, distribuindo mingau, bebendo licor e festejando com a população local.

A tradição oral da população local remete o festejo às lutas pela Independência no século XIX. Saubara era um distrito de Santo Amaro da Purificação; seu nome vem do tupi e significa “comedor de formigas”. Localizada em um ponto estratégico – na foz do Paraguaçu, interior da baía de Todos os Santos -, esta vila de pescadores era um ponto de entrada para o Recôncavo e foi alvo das disputas entre portugueses e brasileiros.

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Navio Negreiro (Parte 2)

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Maria Felipa, heroína negra da Independência baiana, continua o poema Navio Negreiro do poeta Castro Alves, cujo avô liderou o Batalhão dos Periquitos, do qual participou Maria Quitéria.

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O Exército Libertador

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Povo comemora o 2 de Julho de 2012 em Salvador, BA.

Muitas vezes, ao abordarmos um período ou evento histórico, focamos nas figuras que se destacaram ou que foram, por algum motivo, referenciadas na história tradicional. Costumamos deixar de lado aqueles que foram incorporados ao coletivo: o povo, a população, as massas, as tropas, a tripulação, mas cada um desses indivíduos faz parte do processo de construção da história. Fundamental para a Independência baiana, o Exército Libertador foi construído a partir do povo.

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Navio Negreiro (Parte 1)

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Maria Felipa, heroína negra da Independência baiana, recita um trecho de Navio Negreiro do poeta Castro Alves, cujo avô também participou da guerra contra Portugal.

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As Cortes Portuguesas

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Retrato de D. João VI por Jean-Baptiste Debret

Com a vitória da Revolução do Porto e a consequente formação das Cortes, o retorno de D. João VI e da Corte a Portugal passou a ser exigido pelas partes envolvidas. A volta da Família Real e seus seguidores implicava no deslocamento de toda a máquina administrativa portuguesa à Europa. Mas o que foram as Cortes? E como os acontecimentos de ‘além mar’ influenciaram a vida política tupiniquim?

Oficialmente designadas Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, foi o primeiro Parlamento convocado em Portugal e tinha como objetivo principal a elaboração de uma constituinte de caráter liberal, transformado o Regime de Governo Lusitano em uma Monarquia Constitucional, ou seja, submeteria o poder de D. João à Carta Constituinte.

A composição deste Parlamento foi feita de forma indireta: eleitores de cada paróquia escolhiam outros eleitores que por sua vez elegiam os representantes nas Cortes. As províncias brasileiras também enviaram seus representantes a Portugal. Isso nos leva a outra consideração, como a Revolução do Porto e as Cortes foram encarados pela população brasileira?

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A Revolução do Porto

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Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

A Revolução do Porto foi um dos eventos que influenciou diretamente na Independência do Brasil. Sua origem esta nos desdobramentos das Guerras Napoleônicas: a invasão de Portugal Continental pelas tropas de Napoleão provocou a fuga de D. João VI, sua Corte e boa parte do tesouro português para o Brasil, em 1808.

Para garantir o seu trono e os interesses ingleses, o Governante português torna o Brasil Reino Unido a Portugal e Algarves e abre os portos às nações amigas, mergulhando os comerciantes das grandes cidades lusitanas, como Porto e Lisboa, numa crise econômica, considerando que boa parte de seu comercio era garantida pelo monopólio dos produtos brasileiros.

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