Ode ao Dois de Julho – Parte 1

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Maria Quitéria recita as primeiras estrofes de “Ode ao Dois de Julho”, poema de Castro Alves sobre a Batalha de Pirajá.

Era no dois de julho. A pugna imensa
Travara-se nos cerros da Bahia…
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
“Neste lençol tão largo, tão extenso,
“Como um pedaço roto do infinito…
O mundo perguntava erguendo um grito:
“Qual dos gigantes morto rolará?!…”

Debruçados do céu… a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado…
Era a tocha – o fuzil avermelhado!
Era o Circo de Roma – o vasto chão!
Por palmas – o troar da artilharia!
Por feras – os canhões negros rugiam!
Por atletas – dous povos se batiam!
Enorme anfiteatro – era a amplidão! 

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Uma resposta a Ode ao Dois de Julho – Parte 1

  1. ARREBATADOR! SANGUE BOM AFRICANO, BAIANO, SERTANEJO : BRASILEIRO!

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