Lord Cochrane: Herói ou vilão? (Parte 2)

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O vice-almirante Armando de Senna Bittencourt, diretor do patrimônio histórico e documentação da Marinha do Brasil, fala sobre outros assuntos polêmicos que parecem fazer parte da essência do grande Lord Cochrane, além de pincelar a importante participação de João das Botas na campanha de Independência da Bahia.

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Uma resposta a Lord Cochrane: Herói ou vilão? (Parte 2)

  1. Breno Saraiva disse:

    Sobre Coachrane:

    Quando de sua ação no Peru, Cochrane robou uma embarcação de San Martín, aonde se encontrava guardado todo Tesouro Público do Peru. Em seguida ao alvedrio de San Martín, saqueou 2 cidades, tendo ainda capturado um comboio que transportava ouro e prata.

    As suas ações que se seguiram no Brasil como se vê não foram diferentes de sua prática comum, revelando ser um simples oportunista, mercenário, ladrão, indiferente aos ideais libertadores, apenas se aproveitava de situações de guerra para realizar saques.

    Reforça ainda mais isso, os antecedentes anteriores aos sombrios episódios ocorridos no Peru e no Brasil, em 1814 em Londres, quando Coachrane foi um dos artifices do escandalo da Bolsa de Londres, espalhando falsos boatos para angariar os preços das ações na bolsa, tendo sido preso preso, multado e condenado a 1 ano de prisão. Suas ações futuras na América do Sul certamente teve o condão de se restituir financeiramente.

    Dessas ações se depreende claramente o mau-caratismo de Coachrane, mentiroso, oportunista, dissimulado.

    Quando ao resultado militar de sua ações no Brasil, em Salvador, João Caboto(comandante da Flotilha Itapacarana foi muito, mais muito mais fundamental e importante do que Coachrane, porque a Flotilha Itapacarana bloqueou o fornecimento de suprimentos para os portugueses. O bloqueio de Coachrane apenas bloqueou alguns navios de guerra portugueses, lembrando que seu bloqueio nem foi tão efetivo(perdeu um confronto contra os portugueses em 4 de maio, fugindo em seguida), daí não resolveu mais atacar e ainda que não fossem bloqueados não seriam de nenhum efeito nos combates terrestres que definiram a guerra bem como logístico. A Flotilha Itapacarana, sob comando de João Caboto, ao contrário de Coachrane, não só enfrentou a armada portuguesa como venceu todos os controntos que com ela topou.

    Em São Luís novamente, todo o interior do Maranhão já estava tomado pelos patriotas brasileiros a frente de Tristão Araripe por um exército de 10.000 homens. Cochrane, mais uma vez oportunista, apenas acelerou um fato já consumado e inevitável, como se disse-se: “rendam-se a mim, com garantias de proteção ou sejam dizimados pelos brasileiros que já lhe batem a porta da cidade”. O mesmo ardil foi feito em São Luís.

    Então para finalizar, Herói é quem altruisticamente se sacrifica em prol de um ideal, não é o caso de Coachrane. Ainda que não pesassem sobre Coachrane todas essas ações de pura pirataria, o fato dele ser um mercenário por si só o descaracteriza como “herói”, porque o faz com base em interesses pessoais, ainda mais pesando sobre ele todas essas ações de corariam de vergonha qualquer pessoa honesta.

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