Mary Del Priore – O dia a dia das lavradoras

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Maria Quitéria era filha de lavradores. A historiadora Mary Del Priore fala um pouco sobre a vida que a heroína da Independência e mulheres lavradoras em geral levavam no Recôncavo baiano no século XIX.

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Maria Graham: um olhar sobre a Bahia

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Maria Graham

Como entender a visão de um estrangeiro na Bahia do século XIX, num país considerado “exótico” como o Brasil? Muitas vezes um relato de viajante, diz tanto sobre o objeto descrito como sobre o observador, e isso torna os diários de viajantes peças únicas, algo que caberia na descrição do poeta português Mario de Sá-Carneiro: “Eu não sou eu nem sou o outro, Sou qualquer coisa de intermédio”.

Quando Maria Graham chega à cidade de Salvador traz consigo todas as concepções de uma mulher inglesa, ilustradora, escritora, que já havia viajado para outras terras “exóticas”, como a Índia e a visão de uma representante do Império Britânico, à época o mais poderoso do mundo e considerado por seus concidadãos o topo da civilização moderna.

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Ode ao Dois de Julho (Parte 3)

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Maria Quitéria encerra o “Ode ao Dois de Julho”, poema de Castro Alves sobre a Batalha de Pirajá.

Mas quando a branca estrela matutina
Surgiu do espaço… e as brisas forasteiras
No verde leque das gentis palmeiras
Lá do campo deserto da batalha
Uma voz se elevou clara e divina:
Eras tu – Liberdade peregrina!
Esposa do porvir – noiva do sol!…

Eras tu que, com os dedos ensopados
No sangue dos avós mortos na guerra,
Livre sagravas a Colúmbia terra,
Sagravas livre a nova geração!
Tu que erguias, subida na pirâmide,
Formada pelos mortos de Cabrito,
Um pedaço de gládio – no infinito…
Um trampo de bandeira – n’amplidão!…

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Maria Felipa, a Heroína Negra da Independência

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Maria Felipa retratada por Filomena Orge com base em relatos orais.

A “Heroína Negra da Independência”, é assim que Maria Felipa de Oliveira é conhecida pela população da Ilha de Itaparica, mas quem é essa figura sobre a qual pouco ou quase nada se conhecia?

Sua história ficou preservada na memória da população insular. Segundo os relatos, Maria Felipa viveu na Ponta das Baleias, no Convento, casarão que tinha esse nome “porque abrigava [...] os que só tinham de seu o sol e a lua [1]. É descrita como uma negra alta e forte, que vestia saias rodadas, bata, torso e chinelas.

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Ode ao Dois de Julho – Parte 2

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Maria Quitéria declama mais duas estrofes de “Ode ao Dois de Julho”, poema de Castro Alves sobre a Batalha de Pirajá.

Não! Não eram dois povos que abalavam
Naquele instante, o solo ensangüentado…
Era o porvir – em frente ao passado,
A Liberdade – em frente à Escravidão,
Era a luta das águias — e do abutre,
A revolta dos pulsos – contra os ferros,
O pugilato da razão — com os erros,
O duelo da treva – e do clarão!…

No entanto a luta recrescia indômita…
As bandeiras — como águias eriçadas —
Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz…
Tonto de espanto, cego de metralha,
O arcanjo do triunfo vacilava…
E a glória desgrenhada acalentava
O cadáver sangrento dos heróis!…

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Ode ao Dois de Julho – Parte 1

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Maria Quitéria recita as primeiras estrofes de “Ode ao Dois de Julho”, poema de Castro Alves sobre a Batalha de Pirajá.

Era no dois de julho. A pugna imensa
Travara-se nos cerros da Bahia…
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá.
“Neste lençol tão largo, tão extenso,
“Como um pedaço roto do infinito…
O mundo perguntava erguendo um grito:
“Qual dos gigantes morto rolará?!…”

Debruçados do céu… a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado…
Era a tocha – o fuzil avermelhado!
Era o Circo de Roma – o vasto chão!
Por palmas – o troar da artilharia!
Por feras – os canhões negros rugiam!
Por atletas – dous povos se batiam!
Enorme anfiteatro – era a amplidão! 

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Vamos Recuperar Salvador

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Para combater a Salvador tomada pelos portugueses, um novo Governo é formado no Recôncavo baiano.

Em 25 de junho de 1822, a guerra irrompe: uma canhoneira, a mando do português Madeira de Melo, abre fogo contra a vila de Cachoeira a fim de conter os ânimos pró-independência que ali borbulhavam. Os brasileiros contra-atacam. Financiados pelos grandes senhores de engenho do Recôncavo, juntam forças, se organizam como podem e formam um Conselho Interino com a missão de expulsar o Exército português de Salvador. 

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7 de Setembro ou 2 de Julho?

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Para muitos, a independência do Brasil somente se consolidou dez meses após o grito às margens do Ipiranga. Enquanto o Sul se declarava emancipado, a Bahia juntava forças no Recôncavo baiano para expulsar definitivamente os portugueses que haviam tomado Salvador. Embates violentos são travados, soldados viram heróis e por fim a vitória baiana – e brasileira – é concretizada em 02 de julho de 1823.

A equipe dos Heróis do Brasil cobriu as festividades do 02 de julho desse ano, feriado no qual as pessoas vão às ruas, desfilam e celebram os heróis baianos da independência.

E para você? Que data representa melhor a Independência do Brasil?

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Maria Quitéria

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Retrato de Maria Quitéria

Para quem mora no Rio de Janeiro, a Rua Maria Quitéria fica em Ipanema entre a Rua Joana Angélica e a Av. Garcia de Ávila. Em São Paulo, fica perto da Rua Vergueiro. Em Feira de Santana, a Av. Maria Quitéria é uma das mais importantes da cidade. O nome está em todo lugar, mas o que muitos ainda não sabem é quem, de fato, foi Maria Quitéria.

Eu gostaria de entrar nua no rio, caso estivesse no sítio do meu pai. Mas estou aqui entre homens, somos todos soldados, e o banho no Paraguaçu é forçado. [...]

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Os Heróis do Brasil – Apresentação

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Os Heróis do Brasil apresentado pela própria Maria Quitéria!

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O Cerco

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Homenagem à Joana Angélica encontrada hoje no Convento da Lapa - Av. Joana Angélica, 41, Salvador - BA

Durante 1822, o domínio português se impunha em Salvador. Qualquer sentimento de independência era contido, não na base da conversa, mas na língua das armas. O coronel português Madeira de Melo já havia deixado claro que, se necessário, usaria de força  - basta relembrarmos o mártir da Sóror Joana Angélica, inocente e assassinada defendendo o Convento da Lapa.

Os brasileiros separatistas juntam forças no Recôncavo Baiano, principalmente na vila de Cachoeira, e improvisam batalhões de resistência financiados pelos grandes senhores de engenho do Recôncavo, cansados de pagar tributos a Portugal: forma-se o Exército Libertador. A palavra “exército” traz uma idéia de organização e sofisticação que ainda não existia nas milícias recém nascidas. Desde uniformes até treinamento militar, tudo era improvisado em prol de um objetivo em comum: expulsar as tropas portuguesas de  Salvador.

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A Baiana em 1823 – Parte II

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Uma Senhora Brasileira em seu Lar. DEBRET. 1823.

De 1823 até hoje, felizmente muitos preconceitos foram ou estão sendo derrubados. O presidente do país de maior importância econômica do mundo é negro; a presidenta do país mais rico da América Latina é uma mulher. No entanto, não podemos menosprezar o passado: imagine por um momento a mulher negra em 1823.

Mais de metade de Salvador era negra. As escravas frequentavam o espaço público para fazer compras e outras tarefas para os patrões. As “negras de ganho” tinham como meta uma quantia em dinheiro a dar para os patrões e somente o que ganhavam a mais ficava com elas. A Igreja raramente casava negras, mas as próprias mulheres não se importavam muito com isso: casamento era coisa de branco, ligado à herança e partilha de bens.

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A Baiana em 1823 – Parte I

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Índia “civilizada” e catequizada

Mulheres em casa, homens na rua. Mulheres, família; homens, negócios. Mulheres castas; homens promíscuos. Na Bahia da Independência, esse tipo de relação homem/mulher só vale para as brancas ricas, já que a idéia de ficar trancada dentro de casa não era bem vista por uma descendente de índios.

Até 1808 não existiam muitas mulheres brancas no Brasil. Isso muda com a chegada da família real, quando se inicia o fluxo de portuguesas para cá. Essas viviam como as européias: trancadas em casa, cuidando dos filhos e do lar. Estudavam em casa ou em instituições religiosas e, embora soubessem ler, quase sempre eram proibidas de escrever. Costumavam se casar entre os 15 e 20 anos de idade e caso cometessem adultério, eram largadas pelo marido, arcavam com o estigma de “desonradas” e perdiam o direito à herança e o de ver os filhos. Seria justo se a mesma regra fosse sempre aplicada aos homens também.

Essas mulheres brancas eram responsáveis pela cozinha, administração da casa e educação dos filhos. Traziam de Portugal a tradição doceira e, com adaptações, fizeram dos doces um dos pilares da culinária baiana.

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Tupinambás

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A Rede Globo tornou famosa a história do português Diogo Álvares Correia, que naufragou na Bahia em 1509 e foi acolhido pelos tupinambás, através do filme Caramuru – A Invenção do Brasil (2000). O que muitos não sabem é que antes da chegada dos portugueses, a Bahia já era habitada há pelo menos mil anos.

Tupinambá usando o manto canibal

Voltemos dois mil anos no tempo: as tribos Tupis do Amazonas começam uma busca pela “Terra sem males”, tipo de paraíso onde ninguém fica doente e a comida brota do chão. Nessa missão, os tupinambás, de origem tupi, avançam para o litoral. Quando os portugueses chegam, há pelo menos três aldeias na Bahia: as atuais Salvador, Cachoeira e Itaparica.

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Cachoeira

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Trajeto entre Cachoeira e Salvador

Uma igreja. Brasileiros reunidos. Uma cerimônia: o “Te Deum”, um tipo de missa de ação de graças – nesse caso, a graça alcançada era a aclamação do Imperador e declaração de independência. Um tiro de canhoneira. A maioria das pessoas corre em desespero. Outros vão atrás dos agressores. Os portugueses atacam a pequena cidade baiana de Cachoeira, após já terem dominado Salvador.

A intenção é reprimir o sentimento separatista que ali se concentrava e crescia. D. Pedro I já havia declarado a independência, mas os portugueses não iriam ceder a Bahia tão facilmente.  Os brasileiros reagem e, após três dias de luta, abordam a barca que fez os disparos e prendem os portugueses. Continue lendo

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